Izaura B. Cruz

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    Izaura B. Cruz
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    Comentário · há 3 anos
    Bom dia. Como funcionaria do TJSP e funcionária pública estadual faz 19 anos avalio que haja méritos pessoais para qualquer cargo público que se tenha alcançado. Afinal, quem é honesto precisa estudar pra ter a formação exigida para o cargo.
    Como cidadã e assistente social que trabalha com a população mais carente (nem sempre, pois gente com grana tb viola direitos) cujos direitos são violados preciso ter visão mais ampla sobre os problemas que os fazem violar direitos de seus filhos, por exemplo. Essa "visão" precisa estar assentada no fato de que vivemos numa sociedade desigual: capitalista. Não sou marxista como muitos colegas, nem sou da direita, a questão não está ligada a um "lado". Mas este senhor nos trouxe importantes reflexões. Tal forma de construir a sociedade reflete no modo como são construídas as relações interpessoais: sou mais ou menos egoísta. Essas relações vão além do intra muros do meu próprio umbigo e refletem meus interesses na política, em tudo. Meus interesses: nenhum direito ou privilégio foi construído do nada. Relativamente aos direitos, estes existem porque até bem pouco tempo as pessoas eram muuuuito exploradas. Criancas eram mini adultos sem direito a brincar. A expectativa de vida média era de 45 anos. Garantir direitos não é privilégio ė tratar melhor quem sustenta a sociedade, garantindo excelência na formação básica contribuindo para que os cidadãos sejam críticos de forma construtiva, que queiram algo além de "ganhar dinheiro". Mas sim que esses cidadãos tenham um salário digno pra fazerem o que quiserem. Sem que alguém lhe dê migalhas de benefício efemeros.
    Claro! Não acho que um juiz tenha que ganhar auxílio paletó, para livro, por ex. Pra mim, a sociedade justa seria a que tratasse melhor todos!!!!!
    Mas, acreditar que anos de corrupção seriam resolvidos com o ruir das instituições? Não. Melhorar o sistema? Talvez.
    Mas Imaginemos que todos os juízes, promotores do país e mais os políticos ganhassem bem menos. São ingênuos a ponto de acreditar que o sobrou seria redistribuído para os demais? Seria suficiente? Quem manda - realmente - no país? Os juízes? Os empresários? Os interesses de empresas estrangeiras?
    Porque os corruptos roubaram tanto?
    Porque são corruptos do PT ou de outro partido?
    Não!
    Porque em nosso país há uma riqueza imensurável nas mãos de uns poucos, que não ė distribuída de modo a garantir que o povo viva com qualidade.
    Pra mim essa distribuição não é benefício, mas real investimento em educação.
    Educação! Educação! Educação
    Ritler investiu pesado nisso. Pro mal, claro.
    Mas foi inteligente (moralmente correto não, claro).
    Com instituições de educação e familiares andando em conjunto formaremos pessoas mais preocupadss com seu próximo, que farão leis de efetiva legitimidade pelo povo, menos jovens ansiando por aquilo que não conquistou, menos jovens assassinados, mais igualdade. UNIÃO. Enfim, menos pessoas brigando pra ter razão em tudo, mais tolerância! Quanta gente gastando sua preciosa energia agredindo o outro enquanto o que realmente interessa fica do mesmo jeito.
    Eles lá e nós cá.
    Somos manipulados pra brigar, nos incitamos, ficamos o tempo todo falando nas redes sociais ou aqui nesse canal, enquanto a formação de nossos filhos...os políticos, os juízes e seja quem for que ganhe mais que nós é goze de privilégios con tinuam vivendo suas vidas e nem sabem que existimos.
    Izaura B. Cruz
    Izaura B. Cruz
    Comentário · há 4 anos
    Maravilhoso texto. Quando engravidei
    de forma planejada e ouvia meu marido dizer que amava nosso filho , não sentia isso. Quando ele nasceu e meu marido dizia que já o amava intensamente, me perguntava porque também não sentia esse amor... Com o tempo e com o crescimento de meu filho é que vi, passo a passo se desenvolver o tal amor. Concordo que o amor materno seja um mito. Toda relacao de afeto é uma construcao social, baseada na reciprocidade. Sou assistente social e trabalho numa vara da infância. O julgamento a essas mulheres é intenso e duramente aplicado, inclusive por operadores do direito, outros profissionais tecnicos ou não que, no cumprimento do dever de "proteger" a criança destitui -literalmente e socialmente- a mulher de todos os seus direitos. Falta informação a elas, falta olhar as ausências e deficiências com as quais ela vive cotidianamente para compreender que pode decidir não ficar com a criança ou sequer engravidar. Não concordo com o aborto, porque entendo que a prevenção da gravidez seja mais saudável para a própria mulher. Engravidar quando quiser para mim representa, efetivamente, o direito à autonomia sobre o próprio corpo. O aborto a meu ver seria mais uma medida paliativa para a falta de planejamento familiar ou individual. Mas não julgo quem o deseja e pratica, pois minha profissão exige que eu assim aja. Acredito que Sandra e sua família estejam sofrendo muito e sempre que posso e atendo uma mãe que assim agiu procuro realizar meu trabalho com a maior seriedade possível, pensando na criança e nos prejuízos que ela possa ter sofrido com isso, mas também, em acolher e orientar a família o quanto for objetivando o cuidado e a prevenção evitando- s e reprodução de novos atos como o ocorrido. Dever profissional, de cidadã, mas principalmente, um dever ético e solidário com essas mulheres, muitas como vezes solitarias e desapropriadas de si mesmas.

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